Defensoria Pública visita Unidades Básicas de Saúde em São Gabriel da Cachoeira

Em São Gabriel da Cachoeira, o Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica visitou duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Nos locais, a comitiva conheceu a estrutura das UBSs Albino Couto e Rosileide dos Santos, onde acompanhou o funcionamento dos atendimentos voltados às gestantes e ouviu relatos de mulheres sobre a realidade enfrentada durante o acompanhamento da gravidez no município.
Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica acompanhou atendimentos e conversou com usuárias do sistema de saúde

Em São Gabriel da Cachoeira, o Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica visitou duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Nos locais, a comitiva conheceu a estrutura das UBSs Albino Couto e Rosileide dos Santos, onde acompanhou o funcionamento dos atendimentos voltados às gestantes e ouviu relatos de mulheres sobre a realidade enfrentada durante o acompanhamento da gravidez no município.

Considerada a cidade mais indígena do Brasil, o município tem mais de 780 comunidades espalhadas pelo território e enfrenta desafios logísticos para garantir atendimento às populações indígenas, especialmente as mulheres gestantes. 

Diante dessa realidade, as visitas realizadas pelo Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica acompanham as condições da assistência prestada às mulheres indígenas para identificar falhas no acesso ao pré-natal e propor soluções junto aos órgãos responsáveis, a fim de fortalecer o atendimento e reduzir os índices de violência obstétrica.

A defensora pública Suelen Paes destacou que a presença da comitiva nas unidades de saúde permite compreender, de forma mais próxima, as demandas enfrentadas pelas usuárias do sistema de saúde e pelos profissionais que atuam na rede pública de saúde do município. 

“Observamos que é necessário manter e ampliar atividades de educação em direitos para a população local e trabalhar na conscientização da importância da formalização de registros sobre falhas dos serviços, a fim promover a melhoria deles”, afirmou. 

Na UBS Albino Couto, a moradora Jéssica Pimenta dos Santos destacou a importância de iniciativas voltadas às mulheres grávidas de São Gabriel da Cachoeira e ressaltou a expectativa de avanços futuros a partir das ações desenvolvidas pelo Comitê.

“Eu achei muito importante para a UBS e para a cidade. A Secretaria de Saúde está ajudando muito, mas o que falta melhorar um pouco é mais no hospital. Quando a gente chega, não tem muito amparo. Esperamos que tenha uma melhoria grande para nós, que somos daqui de São Gabriel, onde tem muitos indígenas”, disse.

Na UBS Rosileide dos Santos, a gestante Liany Silvestre Nogueira, de 21 anos e grávida do terceiro filho, relatou que enfrenta complicações nesta gestação e destacou a importância do acompanhamento realizado na unidade.

“Agora, como eu passo muito mal e tenho sangramentos, quando venho para o pré-natal, já vou direto para o atendimento para ver como está o bebê. Aqui me sinto muito acolhida por toda a equipe e tenho o acompanhamento necessário durante a minha gestação”, explicou.

Liany também afirmou que se sente bem acolhida pela equipe da UBS e lembrou que recebeu atendimento rápido durante os partos anteriores no hospital do município.

Programação

No município desde a última terça-feira (19/5), a Defensoria Pública, por meio do Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica, juntamente com outros órgãos de saúde, realizou visitas à Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai), ao Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira (HGuSGC) e à comunidade indígena Cabarí.

Durante a agenda, foram debatidas questões relacionadas à demanda de atendimentos, dificuldades estruturais, limitações de insumos e à necessidade de fortalecimento da rede de saúde para garantir um atendimento mais humanizado e seguro às mulheres da região.

Na quinta-feira (21/5), as defensoras públicas Caroline Souza e Suelen Paes participaram de uma audiência pública na Câmara Municipal de São Gabriel da Cachoeira, onde apresentaram um diagnóstico preliminar das principais demandas identificadas pelo Comitê de Enfrentamento à Violência Obstétrica ao longo dos dias de atividades no município.

A programação contou ainda com um curso de capacitação voltado a enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos que atuam na atenção básica e no hospital. 

A formação aconteceu de 19 a 22 de maio, no auditório da Câmara Municipal de São Gabriel e contou com cerca de 70 participantes. 

Texto e fotos: Karine Pantoja/DPE-AM

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