Jovem de 20 anos, com oito meses de gestação, estava internada no hospital do município com risco de evolução do quadro de pré-eclâmpsia
Uma paciente em estado grave foi transferida do município de Eirunepé (a 1.160 quilômetros da capital) para Manaus, na tarde desta quarta-feira (22/04), após pedido da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) à Justiça. A decisão favorável considerou o estado de saúde da jovem de 20 anos, grávida de oito meses, que estava internada em uma unidade de saúde do município com risco de pré-eclâmpsia.
“A atuação e acompanhamento de toda a equipe da Defensoria do Polo do Juruá foi essencial para que esse caso tivesse um final feliz. Nosso plantão está à disposição justamente para isso”, afirmou o defensor público e integrante do Polo do Juruá, Murilo Breda.
“Quando chega um caso, nós tomamos conhecimento e, após a entrega de todos os documentos, o protocolo da demanda é feito em questão de minutos”, completou.
Atuação da Defensoria
Internada no Hospital Regional de Eirunepé Vinícius Conrado, desde o dia 17 de abril, a paciente foi diagnosticada com pré-eclâmpsia, apresentando risco de evolução para eclâmpsia e suspeita de Síndrome HELLP, uma complicação rara que afeta o sangue e o fígado durante uma gestação.
Ao ver o quadro de saúde da filha se agravar, a mãe da jovem entrou em contato com a equipe de atendimento de plantão da Defensoria, durante o feriado de Tiradentes, no dia 21 de abril. Considerando a gravidade do caso, um pedido de tutela de urgência foi solicitado à Justiça para a remoção imediata da jovem para uma maternidade de Manaus.
Uma das dificuldades encontradas para a transferência foi a falta de um documento oficial com foto. Em fevereiro, a Defensoria já havia ajuizado uma ação na Comarca de Eirunepé, solicitando o registro de nascimento tardio da jovem, que nunca foi emitido pela família por conta da condição de vulnerabilidade social em que vivem.
Diante da situação, a decisão proferida pelo juiz Nilo da Rocha Marinho Neto autorizou o embarque independentemente da apresentação de documentos de identificação pessoal, atendendo ao pedido de urgência da instituição.
“Em situações sensíveis como esta, vejo que a população enxerga na Defensoria Pública a primeira e, ao mesmo tempo, a última alternativa. Nosso papel também é transmitir segurança quando os assistidos não enxergam mais uma saída. Com isso, cumprimos nossa função ao conseguir êxito nessa decisão”, acrescentou o defensor público Murilo Breda.
Texto: Camila Andrade
Foto: Arquivo/DPE-AM
