Durante a ação, instituição orientou estudantes sobre discriminação, acolhimento às vítimas e garantia de direitos
A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) participou, nesta quinta-feira (10), da primeira atividade da campanha “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio II”, realizada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). A iniciativa aconteceu no município de Codajás e debateu o combate ao capacitismo, ao assédio e à discriminação no ambiente escolar.
Durante o encontro, os estudantes do Centro de Educação de Tempo Integral (CETI) José de Araújo Rodrigues aprenderam sobre bullying, cyberbullying e a influência das redes sociais nessas práticas, além de conhecer os tipos de discriminação e as formas de denunciar os casos e acolher as vítimas.
Para o defensor público Thiago Torres, levar a educação em direitos para as crianças e adolescentes é uma forma de contribuir para que situações de violência e discriminação possam ser reconhecidas e enfrentadas.
“É importante que essa geração saiba que buscar ajuda, não aceitar sofrer violência dentro da escola e denunciar não é drama. É uma forma de conscientização. Se houve equívocos no passado, temos que corrigi-los no presente e também pensar no futuro. Muitas vezes, a pessoa nem sabe que está violando um direito, e é por isso que a conscientização é tão importante. Da mesma forma, quem é vítima de discriminação ou bullying precisa saber que pode ser acolhido e que deve buscar ajuda e denunciar a violência”, destaca.


Defensoria como rede de proteção
Falar sobre capacitismo também significa mostrar o que pode ser feito quando uma pessoa sofre discriminação ou violência. Para isso, a Defensoria Pública desenvolve uma frente de atuação com acolhimento e orientação às vítimas, em que situações como ofensas relacionadas à deficiência, exclusão, tratamento discriminatório ou episódios recorrentes de bullying podem ser levadas até a instituição.
“A Defensoria pode atuar, primeiramente, com orientação e conscientização ou, eventualmente, agir para inibir os casos de discriminação e violência. Isso pode ocorrer por meio de medidas administrativas junto à escola ou aos ambientes em que essas situações estão acontecendo”, explica o defensor Thiago.
Sobre a campanha
A campanha “Onde Tem Inclusão, Não Tem Assédio” é promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para levar a discussão sobre capacitismo, inclusão, acessibilidade, assédio e discriminação para mais perto da sociedade.
Além de Codajás, a campanha passa por Manicoré, no dia 25 de setembro, e Apuí, no dia 30, e chega a Manaus no dia 16 de outubro. O encontro na capital terá como foco a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.
A primeira edição foi realizada em março deste ano, em Coari, com o tema “Grupos Vulneráveis”. Também participam das ações a Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), o Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito Ambiental da Universidade do Estado do Amazonas (PPGDA/UEA), o Projeto de Extensão “Guardiões da Amazônia: educação ambiental, cidadania e inclusão nas escolas públicas” e o Ministério Público do Trabalho no Amazonas e em Roraima (MPT-AM/RR).
Texto: Aline Ferreira
Fotos: Divulgação/DPAM
