Iniciativa desenvolvida em parceria com a Federação Amazonense de Futebol busca prevenir e combater violências psicológicas e verbais contra crianças e adolescentes no ambiente esportivo
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e o Amazonas Futebol Clube alinharam, nesta quarta-feira (12/8), estratégias para uma nova fase do projeto “Jogo Limpo”, iniciativa voltada à prevenção e ao combate às violências psicológicas e verbais no futebol de base. O projeto integra a atuação do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente (Nudeca) junto aos clubes do estado, em parceria com a Federação Amazonense de Futebol (FAF).
De acordo com o 1º subdefensor público geral, Helom Nunes, as ações de proteção aos jovens atletas serão desenvolvidas dentro dos clubes, permitindo uma atuação mais concentrada.
“Recebemos o pessoal da Onça-Pintada, do Amazonas FC, que iniciará essa nova fase. O clube demonstrou uma preocupação para que pais, crianças e adolescentes tenham uma cultura de paz nos seus ambientes”, declarou.
Segundo o diretor de futebol do Amazonas FC, Igor de Oliveira, a parceria com a Defensoria é importante para fortalecer o trabalho desenvolvido nas categorias de base e promover uma mudança de cultura no esporte.
“Queremos fortalecer essa parceria com a Defensoria para o desenvolvimento e melhor funcionamento do futebol de base no estado. Vamos criar uma cultura de mais educação”, disse Igor de Oliveira.
Além do 1º subdefensor público geral e do diretor de futebol do Amazonas FC, participaram da reunião a 2ª subdefensora pública geral do Amazonas, Sarah Lobo; a defensora pública Hélvia Castro; e o vereador de Carauari, Ronilson Silva.




Mais sobre o projeto
Ao longo das partidas do Barezinho 2026, a Defensoria distribuiu cartilhas de conscientização a pais e responsáveis. O material contém um QR Code que direciona para um vídeo com depoimentos de atletas das categorias de base do futebol.
No esporte, crianças e adolescentes podem enfrentar diferentes formas de pressão por resultados. Para muitos atletas em formação, xingamentos e gritos transformam um espaço que deveria favorecer o desenvolvimento e a convivência em um ambiente hostil, marcado pela violência psicológica.
Texto: Thamires Clair
Fotos: Luiz Felipe Santos / DPE-AM
