Encontro reuniu membros, servidores, residentes e estagiários para compartilhar vivências e refletir sobre acessibilidade e garantia de direitos
“Não deveria ser necessário ajuizar uma ação para garantir acessibilidade, um direito que é garantido pela constituição”. A declaração da analista social da Defensoria, Maria Maia, durante a roda de conversa ‘Deficiência e Inclusão’, demonstra os desafios de pessoas com deficiência para assegurar os seus direitos. O encontro promovido pela Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) ocorreu nesta segunda-feira (21/09), no auditório da sede.
A roda de conversa reuniu membros, servidores, residentes e estagiários para discutir os desafios da acessibilidade e as possibilidades de construir uma cultura mais inclusiva, dentro e fora da Defensoria.


A programação foi promovida pela Escola Superior da Defensoria Pública do Amazonas (Esudpam) e pela Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (CPAI), em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, e contou com intérprete de Libras.
O presidente da CPAI e 1º subdefensor público geral, Helom Nunes, ressaltou que a inclusão também se constrói no cotidiano da instituição, por meio do respeito e da valorização das pessoas que fazem parte dela.
“A inclusão se constrói no dia a dia, com respeito às pessoas. Queremos que cada pessoa que faz parte da Defensoria se sinta acolhida e tenha condições de exercer plenamente suas atividades”, afirmou.
Diálogo aberto
A programação teve início com uma palestra da professora Luciane Fridschtein, especialista em Práticas Inclusivas e Gestão das Diferenças. A apresentação abordou conceitos relacionados à deficiência e à inclusão, além das barreiras que ainda dificultam o acesso a direitos.
“Quantas pessoas com deficiência procuram a Defensoria em busca da efetivação dos seus direitos? Então, é necessário sempre investir no aprimoramento dos conceitos para que as pessoas com deficiência não enfrentem barreiras”, declarou Luciane.





Em seguida, os participantes tiveram um espaço de escuta e diálogo para compartilhar vivências e apontar necessidades de melhoria. O servidor José Carlos Chíxaro ressaltou a importância de ouvir quem vivencia essas barreiras no dia a dia.
“É importante para mostrar o quanto é difícil para cada um de nós, pessoas com deficiência, viver em uma sociedade que não está atenta às limitações. Por isso, é necessário ter atenção às nossas necessidades e aos nossos direitos”, enfatizou.
O residente jurídico Samuel Ramos, que ingressou na instituição por meio do projeto ‘Nosso Coração é Azul’, também acompanhou a roda de conversa e destacou a importância da iniciativa para ampliar o conhecimento e fortalecer a inclusão no ambiente institucional.
“Essa iniciativa trouxe informações fundamentais para a nossa atuação. Fico muito feliz com a inclusão de estagiários e residentes por meio do projeto, que atende tanto na capital quanto no interior. Vamos continuar perseverando na luta para que nossos direitos sejam ampliados”, destacou.
Mapeamento
Além de promover espaços de diálogo, a Defensoria está realizando um mapeamento para fortalecer as ações de inclusão voltadas à comunidade interna, por meio da atualização cadastral.




Atualmente, pessoas com deficiência representam 2,29% do quadro interno da instituição, considerando membros, servidores, residentes e estagiários.
Para o 1º subdefensor-geral, o levantamento é uma etapa importante para identificar as necessidades da comunidade interna e orientar avanços na acessibilidade, tanto para quem já integra a instituição quanto para quem vier a fazer parte dela.
“O mapeamento é um dos passos para entendermos a realidade da nossa instituição e, a partir daí, podemos planejar e avançar nesse propósito de respeito e inclusão na Defensoria Pública”, afirmou.
Texto: Isabella Lima
Foto: Luiz Felipe – DPAM
