Treinamento reúne 43 agentes e aborda estratégias para qualificar o atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica e evitar a revitimização
A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) participou do treinamento de atualização dos policiais que atuam na Ronda Maria da Penha, realizado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no bairro Petrópolis, zona Centro-Sul de Manaus, nesta segunda-feira (14). Ao todo, 43 agentes integraram a capacitação, que tem como objetivo aprimorar o fluxo de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica.
A defensora pública Karlla Queiroz, que atua no Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), apresentou o funcionamento da Defensoria e destacou a importância de uma abordagem acolhedora e sem preconceitos.
“Temos que evitar a revitimização, então mostrei a eles sugestões de como formular as perguntas de uma forma mais adequada, trazendo exemplos práticos de situações que podem acontecer no dia a dia”, detalhou.
O programa Ronda Maria da Penha é desenvolvido pela Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e foi criado para fortalecer a proteção de vítimas de violência doméstica. Os agentes realizam visitas periódicas às residências, verificam o cumprimento de medidas protetivas e são responsáveis por encaminhar as vítimas à rede de atendimento.





De acordo com a defensora, como os policiais são o primeiro contato da mulher vítima de violência com a rede de proteção, é necessário que esses profissionais estejam preparados para lidar com situações complexas e fornecer as informações necessárias para que ela continue sendo acompanhada pela rede.
“É preciso passar uma sensação de segurança, mostrando que a mulher pode contar com a rede de proteção. O primeiro atendimento faz toda a diferença na forma como a mulher vai lidar com o desenrolar dos acontecimentos a partir de uma agressão”, explicou.
Os policiais que participam da capacitação atuam na capital e nos municípios de Tefé, Coari, Parintins, Manicoré e Iranduba. Além da Defensoria, outras instituições, como o Ministério Público do Amazonas (MPAM), a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e associações de apoio às mulheres, também devem contribuir com a formação.
Texto e foto: Thamires Clair
