‘Remédio na Mão’ já fiscalizou assistência farmacêutica à população em 11 municípios

‘Remédio na Mão’: Defensoria já fiscalizou assistência farmacêutica à população em 11 municípios do Amazonas
Fiscalização teve início no dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, e segue durante o mês de abril nos municípios do Estado

No Mês Mundial da Saúde, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) segue realizando uma série de inspeções nos serviços de assistência farmacêutica da rede pública de saúde na capital e interior. Com início no dia 7 de abril, as fiscalizações estão sendo feitas pelos defensores de cada polo.

A iniciativa faz parte da operação “Remédio na Mão”, realizada pelo Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa) em parceria com defensores públicos do interior.

Dos 62 municípios do Amazonas, a Defensoria já fiscalizou unidades de saúde dos municípios de Iranduba, Parintins, Barreirinha, Tabatinga, Coari, Humaitá, São Gabriel da Cachoeira, Manicoré, Presidente Figueiredo, Maués e Manaus. Em todos os locais, as equipes verificaram o abastecimento de medicamentos nas farmácias, a adequação do fornecimento aos pacientes e a estrutura de armazenamento.

Em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus), a defensora pública Mariana Paixão realizou, nesta terça-feira (14/04), a inspeção no Hospital Municipal Eraldo Neves Falcão e na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) do município, além de reunir com a secretária municipal de Saúde e farmacêuticos.

“Foi uma visita muito produtiva, onde conseguimos identificar algumas falhas e escutar usuários do sistema público de saúde. O município não tem uma farmácia popular e enfrenta deficiências na parte estrutural de armazenamento e distribuição dos medicamentos à população”, disse.

O município de Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus) também teve suas unidades de saúde fiscalizadas pela equipe da Defensoria. Na cidade, o defensor público Arthur Cavalcante inspecionou o Hospital Regional Hamilton Cidade e a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), além de vistoriar a estrutura de armazenamento e distribuição.

“Dialogamos diretamente com a secretária municipal de Saúde e com os usuários do SUS para confrontar a gestão com a realidade de quem espera pelo atendimento. Mais do que fiscalizar, nosso objetivo foi compreender os fluxos internos de dispensação e os gargalos logísticos que impactam o cidadão.”

Na Calha do Baixo Amazonas, em Maués (a 276 quilômetros de distância), a Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) também foi fiscalizada. Segundo a defensora Mila Barreto, responsável pela vistoria, foram identificados alguns problemas.

“O principal problema identificado foi a falta de medicamentos do Componente Especializado, ou seja, remédios de alto custo para tratamentos de condições clínicas de maior complexidade. Além disso, também observamos o armazenamento inadequado de alguns medicamentos”, disse.

Texto: Camila Andrade
Fotos: Divulgação/DPE-AM

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