Projetos da Defensoria Pública de Educação em Direitos alcançam mais de 250 estudantes

Estudantes posam para a foto durante oficinas da Defensoria em Tabatinga
“Defensoria nas Escolas” e “Caminhos da Inclusão” foram realizados em escolas da zona urbana e rural do município de Tabatinga

Mais de 250 estudantes da rede pública foram atendidos ao longo de seis edições dos projetos “Defensoria nas Escolas” e “Caminhos da Inclusão”, realizados no município de Tabatinga, no Alto Solimões. As atividades foram realizadas em escolas da zona urbana e também da zona rural do município, garantindo que a educação em direitos chegasse a diferentes comunidades e públicos, inclusive em uma região de fronteira com desafios e características próprias.

Desde 2025, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio da Escola Superior (Esudpam), busca orientar estudantes, professores e famílias sobre direitos básicos, evitando que situações de violação se agravem e cheguem ao Judiciário, além de impulsionar a promoção de direitos de pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco em inclusão social, respeito às diferenças e garantia da dignidade humana.

Em Tabatinga (localizada na tríplice fronteira – Brasil, Colômbia e Peru), as ações dos projetos foram realizadas de 18 a 20 de março, nas Escola Municipal Profª Jociedes Andrade, na Escola Municipal Indígena João Ayres da Cruz, no Umariaçu II, e na Escola Municipal Indígena Oi Tchürüne, no Umariaçu I, no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) João Carlos Pereira dos Santos e Escola Estadual Conceição Xavier de Alencar.

O Subdefensor Público Geral, Helom Nunes, destacou a importância da presença da instituição no interior do estado.

“A orientação do nosso Defensor Público Geral, Rafael Barbosa, é fazer uma Defensoria Pública cada vez mais próxima da população, para que possamos levar esse sentimento de uma Defensoria presente, forte e transformadora. Tabatinga tem características próprias por ser uma cidade de fronteira, e fortalecer o pertencimento à cidadania é fundamental. A Defensoria acredita nesse papel por meio da educação em direitos”, afirmou.

Durante os dois primeiros dias, as atividades foram direcionadas aos alunos do ensino fundamental, tanto em escolas da zona urbana quanto da zona rural. Já no encerramento, nesta sexta-feira, a programação contemplou estudantes do ensino médio, ampliando o alcance das ações educativas.

Para o servidor e membro da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão da Defensoria, Fábio Ricarte, a iniciativa teve impacto direto na forma como os estudantes compreendem a inclusão.

“É significativa a presença da Defensoria em Tabatinga, alcançando diferentes localidades, povos e públicos. A gente percebe a empolgação e a atenção dos jovens ao entenderem a importância de acolher e incluir as pessoas com deficiência. Levar esse conhecimento é essencial para que eles se tornem agentes de transformação na sociedade”, ressaltou.

A diretora da Escola Superior da Defensoria Pública do Amazonas (Esudpam), Karoline Santos, também destacou os resultados positivos da iniciativa.

“Em Tabatinga, realizamos seis edições dos projetos. Levamos educação em direitos para alunos do ensino fundamental e também do ensino médio, com uma resposta muito positiva. Os estudantes relataram que as palestras foram enriquecedoras e que contribuíram para reflexões importantes, inclusive sobre atitudes mais inclusivas no dia a dia”, destacou.

Texto e fotos: Luiz Felipe Santos

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