Defensoria leva conscientização sobre o reconhecimento de paternidade à Arena da Amazônia

Árbitros de jogo na Arena da Amazônia posam para fotografia com faixa da Campanha Eu tenho Pai
Divulgação de 870 exames gratuitos de DNA marcou ação do projeto antes do clássico Manaus x Nacional pelo Barezão 2026; agendamento segue aberto

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) levou, nesta quinta-feira (19), a campanha de reconhecimento de paternidade biológica e socioafetiva à Arena da Amazônia, antes do início da partida entre Manaus e Nacional pelo Barezão 2026. A ação divulgou a oferta gratuita de exames de DNA e a mensagem de que reconhecer não se resume ao registro, exige presença e responsabilidade.

Realizada em parceria com a Federação Amazonense de Futebol (FAF), a mobilização levou o debate sobre paternidade responsável para um espaço de grande circulação masculina. A proposta foi ampliar o acesso ao exame de DNA e dialogar diretamente com pais que desejam reconhecer seus filhos.

De acordo com a responsável pela campanha, a defensora pública Sarah Lobo, levar a iniciativa para a Arena da Amazônia é um passo estratégico por ser um espaço tradicionalmente frequentado por homens. A ação busca aproximar a Defensoria de quem muitas vezes não procura espontaneamente o serviço.

“Este é um momento importante para o projeto ‘Eu Tenho Pai’ porque amplia nosso diálogo com a sociedade em um ambiente de grande circulação. A campanha não é voltada apenas às mães e aos filhos. Ela também é direcionada aos homens que desejam reconhecer seus filhos, tanto pela via biológica quanto pela socioafetiva. Trazer essa discussão para o estádio reforça que a paternidade responsável envolve presença, compromisso e participação ativa na vida da criança.”

Segundo o secretário-geral da FAF, Rodrigo Novaes, o futebol é um espaço ideal para tratar de temas que impactam diretamente a formação das famílias. Para ele, o estádio reúne milhares de pessoas e dialoga diretamente com o público paterno.

“Quando a Defensoria nos apresentou o projeto, entendemos de imediato a importância da iniciativa. Trazer essa campanha para o ambiente do futebol ajuda a reforçar que o nome do pai no registro é fundamental, mas a presença na vida da criança é ainda mais decisiva. A Federação apoia ações que geram impacto social concreto”, afirmou.

Jogadores entram em campo
Dentro e fora das quatro linhas, atletas das duas equipes abraçaram a campanha e usaram a visibilidade do futebol para reforçar a importância da presença paterna.

O atacante Stefano Pinho, do Nacional, falou sobre o papel do pai na formação dos filhos.

“É muito importante ser um pai presente. Não é só ter o nome no documento, é acompanhar o crescimento, estar junto em cada fase. Quando a criança tem pai presente, cresce com mais segurança e valores. Sempre sonhei em ser pai e viver isso é uma das maiores realizações da minha vida”, afirmou.

O lateral Miliano Tavares também fez um apelo direto. “Ser pai é a melhor coisa do mundo. Quem ainda não assumiu seus filhos, que assuma. Não abandone. O registro é importante, mas a presença é fundamental”, declarou.

Já o meia Gabriel Corrêa, do Manaus, resumiu o espírito da mobilização em direitos dos filhos. “Nossas crianças merecem saber quem as colocou no mundo. Toda iniciativa que fortalece isso é válida.”

Campanha ‘Eu Tenho Pai’
O projeto tem como foco o reconhecimento da parentalidade, com ênfase na paternidade biológica e socioafetiva. A Defensoria oferta exames gratuitos de DNA e orientação jurídica para reconhecimento voluntário ou investigação de paternidade.

“A proposta do ‘Eu Tenho Pai’ é promover o reconhecimento da parentalidade e reduzir o número de pais ausentes no Amazonas. Fomos pioneiros na oferta ampla e gratuita de exames de DNA. Nesta edição, teremos 620 atendimentos na capital e mais 250 no interior. A cada campanha, a demanda aumenta e as vagas para exame de DNA são preenchidas rapidamente”, explicou a defensora Sarah.

Na capital, o mutirão ocorrerá de forma virtual nos dias 24, 25 e 26 de fevereiro e presencialmente no dia 28 de fevereiro. O atendimento virtual atende pessoas que não podem comparecer presencialmente por questões de trabalho, locomoção ou residência em outro município.

No interior, os atendimentos seguem cronograma específico ao longo de fevereiro e da primeira quinzena de março, com agendamento presencial nas sedes da Defensoria.

Texto: Ed Salles
Foto: Luiz Felipe/DPE-AM

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