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“Defensoria nas Escolas” encerra edição de 2025 com alunos da zona norte de Manaus

Iniciativa da Esudpam reuniu 40 estudantes do 3º ano para diálogo sobre Constituição, direitos e acesso à Justiça na última edição do ano

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio da Escola Superior (Esudpam), encerrou nesta quinta-feira (27) a edição 2025 do projeto ’Defensoria nas Escolas’ no Centro Educacional de Tempo Integral Professor Engenheiro Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, no bairro Cidade de Deus, em Manaus. A atividade reuniu cerca de 40 estudantes do 3º ano do ensino médio, com idades entre 17 e 19 anos, em uma aula sobre cidadania, direitos fundamentais e o papel da Defensoria na garantia de acesso à Justiça.

Segundo o defensor público e diretor da Esudpam, Helom Nunes, a iniciativa cumpriu o objetivo de levar educação em direitos aos estudantes ao longo de todo o ano letivo.

“Nossa meta era realizar 20 edições de 2025, mas o interesse da comunidade nos levou ampliar de forma que alcançamos 26 edições nesse importante projeto ‘Defensoria nas Escolas’ neste ano. Em 2026, a expectativa é ampliar ainda mais a educação em direitos, porque esse é o papel da Defensoria e da Esudpam: levar cidadania aos nossos estudantes”, afirmou.

Para o professor de Língua Portuguesa da escola, Erison Soares Lima, a ação é essencial para estimular a compreensão dos jovens sobre seus direitos e deveres como cidadãos. “Considero muito importante trazer turmas do terceiro ano para conhecerem a Constituição e saberem como reivindicar aquilo que lhes cabe. Estamos em uma escola da periferia, e é fundamental que os jovens saibam que podem exigir seus direitos”, disse.

Ele contou que tomou conhecimento do projeto por meio das redes sociais da Defensoria e, imediatamente, se comprometeu em incluir a escola no calendário.

Jovens da periferia

Entre os estudantes participantes, a aluna Ana Clara Pimenta, 18 anos, do 3º2, já conhecia a Defensoria e ficou feliz que os colegas também puderam saber como a instituição funciona. “Foi ótimo. É bom que outras pessoas, além de mim, saibam que existe esse órgão tão importante. A gente é de periferia e, às vezes, nem sabe que tem a quem recorrer. Hoje ficou claro que a Defensoria existe para defender os direitos da gente”, disse.

Outro aluno, Antônio Sávio, 19 anos, do 3º3, disse que aprendeu mais sobre direito, Constituição e cidadania. “Não adianta só saber coisas de escola, é bom entender que nem todo mundo tem o mesmo acesso aos direitos. Hoje ficou mais claro para mim o papel da Defensoria”, reforçou.

De acordo com o estudante Sharlon Carvalho, 18 anos, também do 3º3, a aula abriu seus olhos para direitos fundamentais até então desconhecidos. “Antes, não sabia direito o que era ser cidadão. Hoje entendi que a Constituição garante educação, saúde, liberdade e alimentação, direitos que todos deveriam ter. Esse tipo de aula faz diferença pra gente”, declarou.

‘Defensoria nas Escolas’

O “Defensoria nas Escolas” completou um ciclo de 26 edições em 2025, alcançando escolas públicas e privadas da capital e municípios próximos, com objetivo de levar educação em direitos e promover o acesso à Justiça desde os bancos escolares. A iniciativa está prevista para continuar em 2026, com ampliação para mais turmas e atualização do conteúdo para mudanças legislativas e novas demandas da juventude.

Conforme Helom Nunes, a meta é tornar o programa parte estrutural da formação dos jovens e consolidar a Defensoria como um agente de cidadania ativa. “Nosso compromisso é educar para que os jovens conheçam seus direitos e saibam exigir justiça. Queremos ampliar o alcance e envolver mais escolas no próximo ano”, completou.

Texto: Ed Salles
Foto: Junio Matos/DPE-AM

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