Defensoria atua para garantir segurança jurídica para agricultores que abastecem a capital

Na imagem vemos o defensor Carlos Almeida e assessores da DPE-AM em pé, atrás de uma mesa, falando para os agricultores, que estão à frente, sentados em cadeiras plásticas
Instituição discute alternativas de regularização fundiária com produtores rurais que comercializam produtos regionais no ‘Feirão da Sepror’ do bairro Colônia Terra Nova

A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) coordenou, nesta quarta-feira (1º), uma reunião com produtores rurais do “Feirão da Sepror”, localizado no bairro Colônia Terra Nova, na Zona Norte de Manaus.

Os produtores e feirantes buscam a regularização fundiária do espaço, que, na prática, funciona como uma central de abastecimento da capital há quase duas décadas.

Durante a reunião, realizada na sede da Associação dos Produtores do Feirão da Sepror do Amazonas (Asprofe Vida Verde), o defensor Carlos Almeida Filho apresentou os possíveis caminhos para a regularização. O objetivo é que os próprios agricultores decidam a melhor alternativa para a coletividade.

O defensor também convidou lideranças comunitárias para uma reunião sobre o projeto “Cinturão Verde” e para um encontro com o Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa.

Em busca de regularização

A feira foi criada pela Secretaria de Estado da Produção (Sepror) em 2009 e funcionava no espaço onde foi construído o Hospital Delphina Aziz e onde antes era realizada a Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro). Após o início da construção da unidade hospitalar, como já estava com a clientela consolidada, migrou, de forma irregular, para o terreno ao lado.

Atualmente, segundo a associação, produtores de 22 municípios do interior colocam seus produtos à venda nos boxes construídos no local, que conta ainda com cafés, restaurantes e hospedarias para abrigar os produtores, quando estes vêm do interior com novos produtos.

Célia Ferreira foi uma das primeiras trabalhadoras rurais a vender no Feirão da Sepror. Moradora do ramal Boa Sorte, em Rio Preto da Eva, ela conta que produz, entre outras coisas, café, pitaya, abacaxi e pimenta de cheiro.

“Aqui foi uma porta que se abriu maravilhosa para mim. Minha vida tem um antes e depois do feirão. Antes, a gente plantava todos os dias e vendia para o atravessador em um preço muito abaixo do mercado. Muitas vezes, a gente colhia 850 kg de pepino e aí o atravessador chegava com R$ 40. A gente não tinha como comercializar e a criação dessa feira mudou tudo para melhor”, relata.

O presidente da Asprofe Vida Verde, Antonivaldo de Sousa, explicou que a demanda pela regularização partiu dos próprios produtores. “Todos nós buscamos uma segurança, para manter a nossa cadeia produtiva. Essa área aqui é muito importante para a gente conseguir escoar nossa produção”, disse.

“Eu há 17 anos, corria atrás de espaços para conseguir colocar um boxe com quatro telhas e comercializar meus produtos, que iam para as mãos do atravessador. Então, conquistamos esse espaço e depois fomos esquecidos, mas reconstruímos tudo com nossas pernas e estamos aqui, em busca de segurança para continuar abastecendo a capital com nossos produtos regionais”, complementou.

Texto: Luciano Falbo
Fotos: Lucas da Silva/DPE-AM

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