Com o tema “O Enfrentamento das Vulnerabilidades dos Povos Indígenas e a Experiência da Defensoria Pública”, a Escola Superior da Defensoria Pública do Amazonas (Esudpam) realizou, nessa segunda-feira (22), mais um curso visando melhorar os serviços ofertados pela Defensoria aos assistidos.
“A Defensoria Pública ainda enfrenta e vive um momento muito recente de contato com os povos indígenas. É preciso que um curso como esse exista, pois sensibiliza, chama a atenção para a causa e também nos capacita para que possamos, a partir dessas experiências que já foram vividas pela Defensoria, multiplicar em outras ações para que nós possamos cumprir a nossa missão constitucional, que é de enfrentamento da vulnerabilidade, de assistência jurídica aos povos indígenas, a quem nós devemos respeito e reparação histórica”, destaca diretor da Esudpam, Helom Nunes.
Palestras
Na agenda realizada tanto em modo presencial na Sede Administrativa quanto virtual, por meio da plataforma Teams, pautas como a diversidade e o desafio para as políticas públicas, acesso a direitos básicos, fortalecimento de redes de apoio, mecanismos de fala e escuta dos povos indígenas, foram abordadas pelos palestrantes.
“Temos uma pluralidade muito grande de povos indígenas em nosso Estado e uma atuação institucional especializada na defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais é necessário e importante”, ressalta a defensora pública Daniele Fernandes, coordenadora do Polo de Maués da DPE-AM.

Além da participação de defensora de Maués, o evento contou com palestras do presidente da Associação dos Tuxauas do Rio Marau, Urupadi, Miriti e Manjuru (Tumupe), Samuel Lopes; do presidente da Associação Puratig dos Indígenas Sateré Mawé do Município de Maués (APISMMM), Daniel Michiles; e da professora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Izaura Nascimento, que é doutora em Relações Internacionais e Desenvolvimento Regional.

Vivências
Trazendo na pele as experiências de um cotidiano difícil em meios as vulnerabilidades sociais de ordem das mais diversas possíveis, como, por exemplo, a dificuldade na obtenção de documentação civil e de acesso às políticas públicas, o chefe dos tuxauas da região do Alto Marau, Antônio Tibúrcio, destacou o recente mutirão de atendimentos realizado pela DPE-AM, à população Sateré-Mawé do Alto Marau, em Maués, na Terra Indígena Andirá-Marau.
“É muito bom ver meu povo tirando o documento lá na nossa área. Eu gostaria que acontecesse mais ações, pois entendemos que ainda tem uma parte do nosso povo que não foi atendido e gostaríamos que a Defensoria Pública repetisse ação que é uma grande conquista e um marco em nossa história”, destacou o tuxaua.
Texto: Priscilla Peixoto
Fotos: Márcio Silva/DPE-AM