Defensora do Amazonas participa de oficinas com casais em processo de divórcio no Ceará

No final do mês de outubro, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) participou da 8ª edição da Oficina Pais e Filhos, realizada pelo Núcleo de Solução Extrajudicial de Conflitos (Nusol) da Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE). A iniciativa oferece apoio interdisciplinar para famílias assistidas e tem o intuito de fortalecer e orientar pais, mães e filhos que estão vivenciando a fase de reestruturação após rompimento dos laços conjugais.

“Eu vou ter que escolher entre meu pai e minha mãe? Em que casa eu vou morar? A culpa é minha? Esses são os questionamentos que muitas crianças passam e nós pudemos conversar sobre isso”, explicou a defensora pública Carol Carvalho, ao participar de uma das atividades do projeto.

No evento, Carvalho apresentou o seu livro “Mediando Vidinhas: Lucas e Laura no mundo das emoções”, que retrata os sentimentos das crianças diante de situações de conflitos familiares, a obra enfatiza conceitos que contribuem para a inteligência emocional infantil. O livro traz os personagens Lucas e Laura, nomes inspirados nos dois filhos da escritora.

A defensora pública conta que quando criança sofreu consequências pelos conflitos entre os pais, que na época, pensavam no divórcio. “Tinha raiva, tristeza, ansiedade, saía do papel de filha e me tornava a mãe deles. A inspiração para esse livro foi a minha própria criança, foi olhar para trás, olhar para minha história e ter vontade de ajudar outras crianças que passaram pela situação que passei. No livrinho a gente aprende como é importante reconhecer o que a gente está sentindo”, reforça Carol Carvalho.

Para ela, que atua em direito de família desde 2013, as consequências de conflitos familiares, como falta de confiança e sofrimento, podem seguir até a vida adulta. “A consciência liberta, entendi que eu carregava pesos que não eram meus”, comentou. Durante o encontro, a defensora enfatizou a importância de um ambiente familiar harmonioso para o crescimento saudável de crianças e adolescentes.

No total, 42 pessoas realizaram as oficinas. A defensora pública e supervisora do núcleo, Rozane Magalhães, explica as ações do Nusol no período de reestruturação familiar dos assistidos. “Nós estamos aqui para ajudá-los a enfrentar o divórcio, para poder chegar em um consenso e resolver todas as questões que envolvem os filhos como a guarda e pensão alimentícia. Utilizamos a oficina para auxiliar nesse processo do divórcio amigável, resguardando os direitos das crianças. Nosso objetivo é ajudar essas famílias a refletir sobre essas relações, relação que hoje não é conjugal, mas é uma relação que vai continuar, pois a relação parental permanece”, pontua.

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